consumidor de farmácia, priorizando preço à marca, Instituto Febrafar de Pesquisa, Educação Continuada,
Essa é uma das conclusões do Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Continuada
Segundo a pesquisa, 45% dos consumidores
acabaram comprando produtos diferentes do objetivo inicial. A quase
totalidade desses clientes buscava economia. A pesquisa teve como
objetivo apurar as características de compras de medicamentos dos
brasileiros, o tipo de medicamento adquirido, o percentual de
consumidores que portavam receituário e o índice de troca de
medicamento, bem como os motivos que levaram a essa troca.
Segundo a pesquisa, dos entrevistados que
foram às farmácias, 72% adquiriram os medicamentos, contudo, apenas 24%
compraram exatamente o que foram comprar, 31% modificaram parte da
compra e 45% trocaram os medicamentos por vontade própria ou por
indicação dos farmacêuticos.
“Esse fato demonstra a existência de uma
característica muito comum dos brasileiros, que é não ser fiel ao
produto que foi procurar em uma farmácia, ouvindo a indicação dos
farmacêuticos. O principal fator de troca é o preço, demonstrando que as
pessoas estão mais preocupadas com o bolso”, explica o presidente da
Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de
Farmácias (Febrafar), Edison Tamascia.
Tal afirmação se baseia no fato de que a
pesquisa constatou que 97% dos entrevistados que trocaram de
medicamentos compraram uma opção de menor preço.
Um ponto importante a ser destacado na
pesquisa foi que a cada quatro compradores de medicamentos, três não
portavam receita médica. Quando perguntados se estavam com ela, 74% dos
clientes afirmaram que não, contra apenas 26% que disseram estar.
A pesquisa também demonstrou a força que
os medicamentos genéricos estão obtendo no mercado, sendo que 37% dos
consumidores adquiriram medicamentos dessa modalidade, 32% compraram os
de marcas e 31% compraram dos ambos os tipos.
“Os genéricos já venceram uma
desconfiança inicial e natural que enfrentaram no mercado e, hoje, já
fazem parte das opções de escolhas dos consumidores. Eles possuem um
grande potencial competitivo por causa da economia que proporcionam e,
como visto, os preços são fundamentais na escolha”, analisa Tamascia.
A pesquisa foi realizada com 4 mil
consumidores de todo o Brasil, no momento em que saíam das farmácias nas
quais efetuaram a compra.

